A Apoteose do Aerosmith

Segundo a Wikipedia, “apoteose” consiste em::

elevar alguém ao estatuto de divindade, ou seja, endeusar ou deificar uma pessoa devido a alguma circunstância excepcional.

No mundo antigo esta circunstância era geralmente considerada para os heróis. Ontem isso aconteceu para deuses do rock. Senhoras e senhores, Aerosmith na Apoteóse foi o melhor show da minha vida.



Foi a primeira vez que ví um show colado no palco, na verdade, na passarela que saía do palco e invadia a pista premium. Existiam 5 pessoas entre a barreira de proteção e aonde eu estava, e eu chuto que estava a 10 metros do ponto onde Steven Tyler e Joe Parry se encontravam para sensualizar nos solos, coros, agudos e provocações com a platéia.

A bateria do meu celular acabou com 5 minutos de show, mas ainda assim foi possível fazer esse registro histórico:

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Nessa hora ele olhou pra mim. (todo fã tem direito de achar isso)

Pausa para uma dica: quando o vocalista de uma banda de rock que você é fã tem 65 anos, aproveite a primeira oportunidade que tiver para ver o show dele. Você nunca sabe se ele vai aguentar muito tempo continuar na banda por muito tempo, até porque a vida de um astro do rock não é a coisa mais estável de todas como se sabe. #fikadica

Dizer que não faltou nada é mentira, principalmente para o show de uma banda que tem mais de 15 álbuns (sem contar as coletâneas).

Mas quem já foi em show de rock na Apoteose com muita chuva, sabe que aquele lugar é uma espécie de templo sagrado para shows dos cariocas. A energia, o som, a temperatura e o transe passam por cima de qualquer falta de infraestrutura. A sensação é de que não faltou nada e se faltou, é pra poder ir de novo. 🙂

Tirando o grito que sai quase que automaticamente nas primeiras músicas do show, o êxtase definitivamente fica nas interpretações de um senhor de idade, porém “da pá virada”, Steven Tyler em músicas como Cryin’, What it Takes e da mistura boa que rolou quando ele e Joe Fucking Perry decidiram trocar de função em Stop Messin’Around, do álbum animal Hockin’ On Bobo (que tem uma pegada animal de Blues! Thanks Rochetti!)

O show acaba e no “primeiro biz” é montado um piano branco na parte da frente da passarela. Steven assume e fala:

“This is my favorite song”

e então começa Dream On (você tem certeza que a voz dele vai acabar no final da música, mas…não acaba). Acaba a música, estouram serpentinas, fumaça branca e o piano se transforma no altar do rock. \m/

Eu confesso que depois dessa parte eu só fiquei balançando a cabeça como se dissesse “não”, para um lado e pro outro, incrédulo. Era um “não acredito nisso”.

 

Setlist (com links para youtube e favoritas):

Bis

Bis 2

 

 

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