Hoje perdemos o nosso primeiro cliente

Hà 12 meses atrás, me tornei um coworker. Larguei uma sala grande no centro da cidade para experimentar uma casa em botafogo.

Um pouco diferente do convencional, além de coworker, eu me tornei dono de coworking. Nada em linha com a minha decisão de criar um novo produto, um aplicativo pra mac chamado Blogo, mas isso é papo para um outro post.

Se imagine vivendo o papel de dono de coworking. Você acaba conversando sobre todos as empresas, com praticamente todos os coworkers. Quanto mais tempo esse coworker permanece como cliente do espaço, maior é a sua imersão no negócio dele.

Essa imersão acontece de forma mais forte, obviamente, nos negócios que você tem maior identificação, seja com o empreendedor, seja com o modelo de negócios em sí.

Ela acontece no dia-a-dia, na hora do almoço, no café que você vai tomar na varanda ou em um happy hour. Momentos e espaços de convivência como esses, são a alma do coworking, pois aumentam muito a troca e a produtividade.


Depois de 2 ou 3 meses, já é possível perceber claramente quais são os problemas que os empreendedores enfrentamaonde eles ainda não escalam e no que eles são muito bons. Você também percebe o que motiva e o que eles acreditam. Resumindo, você conhece ele como empreendedor e como pessoa. Só que de um jeito “misturado” e mais real.

Quando iniciamos o Space Coworking, um dos primeiros clientes foi a Bem Brasil. Ocupavam 2 posições no espaço compartilhado e eram empreendedores com disposição, cheios de idéias e visão. A identificação foi imediata. Era o estilo de empresas “faca na caveira” que queríamos ali.

Bem Brasil Entretenimento

Clique para ver a programação completa da Bem Brasil

A Bem Brasil é uma empresa de eventos com foco em entretenimento noturno para o mercado turístico no Rio de Janeiro.

Sardinha e Bruno são sócios da Bem Brasil e são muito complementares, já viveram a experiência de empreender na noite e hoje estão na operação do negócio, na parte da manhã.

Nos primeiros 6 meses de convivência no coworking, nos tornamos grandes amigos, saímos juntos, almoçamos diversas vezes e chegamos a pensar em negócios juntos (Acho que um dia ainda.

A cada dia conversávamos mais e quanto mais interagíamos, mais entendíamos do negócio um do outro e eu percebia que as idéias criativas para solucionar os problemas que eles tiínham eram cada vez mais acertivas….

Até que eles começaram a crescer

Em outubro, vimos a Bem Brasil se preparar para o final do ano, e alugar uma sala fechada. Na minha opinião, a ida para a sala foi um divisor de águas para a empresa. Com mais privacidade e espaço, conseguiram se organizar melhor e criaram um QG de operação, alocaram melhor os recursos e o tempo.

Melhor organizados e com o coworking fornecendo a infraestrutura completa, conseguiram ajustar o foco e aumentar a receita, sem aumentar demais os custos. O pulo do gato aconteceu quando os empreendedores entenderam que tinham um mercado importante nas mãos e começaram a fazer as seguintes perguntas:

Temos do nosso lado os hostels da cidade e os turistas. Que outros serviços além de festas esses dois seguimentos de cliente precisam? Que outros negócios gostariam de explorar esse segmento?

À partir de março, a preparação para os eventos durante a Copa do Mundo fez a empresa continuar crescendo e a mudança para uma sala maior, de 6 pessoas, aconteceu antes do início da Copa. Ao final da Copa, a empresa já ocupava uma sala para 8 pessoas e tinham iniciado uma operação de fusão com uma empresa de atividades eco-turísticas.

A fase coworking chega ao fim

12 meses depois, e uma equipe interna e de operação de rua muito maior, o desafio é subir mais um degrau e alugar uma sala só para eles. Infelizmente, para um grupo tão grande, o coworking deixa de ser um bom negócio, para ambos os lados.

Para o coworking, a empresa fica grande demais e começa a influenciar na cultura do espaço. Para a empresa, o coworking começa a ficar caro demais no final do mês e a vontade de ter um espaço só seu, com uma cultura só sua começa a falar mais alto.

Eu vejo o copo meio cheio. Cheio de saudades!

Perdemos o nosso primeiro cliente, ganhamos o nosso primeiro caso de sucesso? Acaba um relacionamento, mas dramas a parte, acho que essa é a nossa parte como coworking e ficamos felizes em fazer parte, de certa forma, do sucesso de quem passa por aqui. 🙂


De quebra, ainda ganhamos uma nova missão, unanimidade entre todos os funcionários aqui do Space: ”Ajudar as empresas a saírem do coworking.”

E o seu negócio, como está? Conhece outros casos de sucesso de empresas em coworking? Deixe o seu comentário e participe da discussão.

 

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2 comentários sobre “Hoje perdemos o nosso primeiro cliente

  1. Rapaz, para mim esse é um mundo novo que estou começando a explorar e gostar muito! Seus posts estão de parabéns, muito bem explicado. Afinal, quem sou eu para avaliar alguma coisa rs. Muito obrigado por compartilhar seus conhecimentos! Sucesso.

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