Quando as marcas mentem pra você. As histórias mentirosas inventadas por milhares de empresas como a Diletto, Do Bem, Hollister e outras

Histórias são uma das formas mais antigas de espalhar conhecimento. Antes da escrita e do desenho, usávamos elas para espalhar conhecimento, criando a base do que seria no futuro, a cultura de uma sociedade.

Com o passar de milhares de anos (e muitas histórias) aprendemos a usar histórias para impactar pessoas. Elas podem ser usadas para o bem, quando criamos e contamos histórias para crianças com o objetivo de desenvolver o universo criativo delas, mas elas também podem ser usadas pro mal, como Joseph Goebbels, que usou histórias para alimentar a propaganda nazista do 3o Reich.

No mundo dos negócios histórias são usadas para persuadir. Aprendi isso na faculdade. É muito mais fácil vender a alegria da união da família no almoço de domingo, do que vender uma bebida preta, cheia de açucar e gás, embalada em uma lata de alumínio.

Histórias evocam sentimentos. E quando estes sentimentos são positivos, não importa mais o seu produto. Você já fisgou o coração do seu consumidor e vender se torna uma tarefa fácil.

A Exame dessa semana trouxe uma reportagem contando as verdades por trás de algumas histórias mentirosas criadas por marcas de sucesso: 

Toda empresa quer ter uma boa história. Algumas são mentira
– via Exame

Em meio a escândalos do governo, corrupção política e briga de candidatos, essa seria mais uma das coisas para envergonhar a humanidade, mas com tanta vergonha que já temos, iria para debaixo do tapete.

Mas essa doeu de um jeito diferente em mim

Eu fiquei transtornado. Muito mais do que eu achei que ia ficar, não sei porque, mas acho um completo absurdo a cara lavada dos empresários da Diletto

Em todos os seus picóles, websites e materiais promocionais a Diletto conta a seguinte história (retirado da matéria da Exame):

A inspiração para criar os picolés veio do avô de Leandro, o italiano Vittorio Scabin. Sorveteiro da região do Vêneto, Vittorio usava frutas frescas e neve nas receitas até que a Segunda Guerra Mundial o forçou a buscar abrigo em São Paulo.

Seu retrato e a foto do carro que usava para vender sorvete aparecem nas embalagens da Diletto e ajudaram a construir a autenticidade da empresa. “La felicità è un gelato”, costumava dizer o nonno Vittorio aos netos.

É um golaço de marketing, mas há apenas um porém: o nonno Vittorio nunca existiu.

Contar uma história mentirosa sobre o nascimento da marca é tão absurdo quanto falar que usa produtos orgânicos e não usar. Do que falar que não usa mão de obra infantil e usar. Do que dizer que não usa glúten e usar.

Mas o que mais me impressiona foi a resposta que o CEO da empresa, Leandro Scabin, deu quando foi questionado sobre a mentira:

Como eu convenceria o cliente a pagar 8 reais num picolé desconhecido?” – Leandro Scabin

Inventar uma história mentirosa para vender mais picolé é chamar seu consumidor de otário. As pessoas compram sonhos e se você vende um sonho falso, está trocando mentira por dinheiro. Propaganda enganosa é crime.

Histórias precisam ser verídicas?

Não. Mas é sua obrigação dizer que elas são fictícias. Ao ler a matéria tive a certeza de que perdi a confiança na Diletto, na Do Bem e todas as outras mencionadas na matéria.

Uma vez nos EUA uma pessoa disse para mim: “It’s all about the story you tell”. Eu contei a minha e ele falou: “A história é boa, mas sugiro inventar algumas coisas pra ficar mais emocionante”. Ele deve ter percebido a minha cara de decepção.

Não significa que o mundo é cor de rosa e que você não pode vender o seu peixe com paixão. Eu acredito nisso, sou formado pela ESPM e como CEO do Blogo, vendo sonhos e a nossa visão, todos os dias.

Mas acredito que exista um limite entre contar histórias que fazem o bem e mentiras que fazem dinheiro. Ética é uma coisa que se aprende em casa e cada um, sabe até onde vai a sua.

SXSW Accelerator 2015. Sua startup em um dos maiores eventos de tecnologia, interatividade e inovação do mundo!


Resumo para você que está com o dia ocupado ou para você que terminou um pomodoro e tem alguns minutinhos de descompressão:

A 7a edição da competição de startups SXSW Accelerator está aberta e acontecerá no SXSW Startup Village no dia 14 e 15 de Março de 2015.

48 dentre mais de 500 startups serão selecionadas e apresentarão para um público super high level e uma banca de jurados internacionais, mostrando pro mundo as próximas inovações tecnológicas que veremos no futuro.

Se a sua startup for escolhida, seu time ganha acesso gratuito e exclusivo ao SXSW (um dos principais eventos de tecnologia, interatividade e inovação do mundo) além de destaque na mídia e conexões de altíssimo nível.

Se você continua lendo, parabéns. Você já eliminou 50% dos candidatos. 🙂

Uma platéia composta por investidores, jornalistas e milhares de pessoas de tecnologia, além de um painel de juízes especializados que irão descobrir as próximas inovações que pretendem mudar a forma como vivemos.

Sonho grande? Não para o SXSW. Na minha opinião (e de milhares de outros empreendedores) o maior evento de inovação digital do mundo que mistura tecnologia, interatividade, música e cinema.

O SXSW é o Burning Man para startups. — Yuri Gitahy, Aceleradora.

Startups usam o SXSW como plataforma de lançamento e de promoção. Todas estão lá: AirBNB, Twitter, Uber, Dropbox, Evernote etc e é fácil bater um papo com elas e tomar uma cerveja nos diversos happy hours que elas promovem nos seus espaços criados exclusivamente para o evento.

Vale uma espiada em um dos vídeos oficiais do evento:

Mas voltando ao SXSW Accelerator. O ponto alto do evento são as apresentações das startups. Empreendedores de alto impacto apresentam os seus negócios, os problemas que eles resolvem e como pretendem resolvê-los de forma inovadora e disruptiva. Uma verdadeira batalha de startups.

Resumindo, o SXSW Accelerator é uma das melhores oportunidade de ver de perto as inovações do futuro e para as startups, uma das melhores oportunidades de aparecer para o mundo.

Como funciona?

No dia 14 de março de 2015 (sábado) 48 startups terão o desafio de impressionar uma platéia ao vivo e uma banca de jurados com idéias, inovações, produtos e / ou serviços durante a primeira fase do evento.

Estas 48 empresas são selecionadas pelo Comitê de seleção do SXSW Accelerator dentre centenas de startups do mundo todo, que aplicaram para para o evento  até o dia 7 de novembro de 2014.

Onde e quando acontecerá o evento?

O evento acontece paralelamente ao SXSW Interactive, nos dias 14 e 15 de março, em Austin/TX – Estados Unidos. O local para as apresentações será o Startup Village no Hilton Austin Downtown.

Quais as minhas chances de ser selecionado?

O “SXSW Accelerator 2015” é uma competição EXTREMAMENTE competitiva. Esperamos entre 500 e 600 startups inscritas na 1a fase. Apenas 48 dessas entradas serão selecionados como finalistas e convidadas a apresentarem em março em Austin. 

Resumindo, fazer parte das selecionadas já é uma vitória que poucas (realmente poucas) startups podem se orgulhar. Essa vitória não significa que o seu negócio está no trilho certo, mas significa que no ponto de vista do pitch, persuação, visão e argumentação você está mandando muito bem!

Como participar e qual a data limite para inscrição?

07 de Novembro de 2014 é o último dia para as inscrições mas atenção: as inscrições encerram as 11:59pm de sexta-feira dia 07 de novembro de 2014, no horário Central (mais informações aqui), ou seja, não deixe para a última hora! Qualquer envio após esse horário não será considerado válido.

Se você está interessado em aplicar a sua startup para a competição “SXSW 2015 Interactive Accelerator”, clique no botão abaixo para acessar a página de inscrição oficial do evento.

FAQ e outras dúvidas

Sim. Para uma lista de perguntas e respostas frequentes sobre a competição de startups “SXSW Accelerator”, clique aqui. (Em inglês)

Para mais informações ou dúvidas sobre o SXSW Accelerator Awards, entre em contato com Chris Valentine.